
O secretário de Recursos Hídricos do Ceará, Fernando Santana (PT), fez críticas à gestão do prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra (Podemos), de quem é opositor político. Segundo o petista, as declarações recentes do gestor municipal contra o Governo do Estado funcionam como uma “cortina de fumaça” para “esconder a ineficiência da gestão”.
Fernando Santana disputou a Prefeitura em 2024 contra Glêdson, que venceu o pleito e foi reeleito. Para o secretário, passados mais de um ano do segundo mandato, a população começou a perceber a ausência de resultados concretos.
“A conversa bonita dele não tem materialidade nas ações. Ganhou a eleição, está sentado na cadeira e tem mais dois anos e nove meses para fazer a gestão. Até agora, não fez”, afirmou.
O deputado estadual licenciado não descartou a possibilidade de voltar a disputar o Executivo municipal em 2028. Embora tenha evitado confirmação, sinalizou que permanece à disposição do grupo político ao qual integra.
“Não tenho como prever, mas também não posso descartar. Faço parte de um time e, quando é escalado, tem que jogar em qualquer posição para ajudar o time”, declarou.
Apesar das críticas, Santana afirmou torcer para que o prefeito cumpra as promessas feitas durante a campanha e entregue resultados à população. Ele destacou ainda que seu gabinete na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) está à disposição da Prefeitura para colaborar no que for possível. “Vivemos em uma passagem. Se a vida é rápida, imagine a política”, pontuou.
As declarações de Fernando Santana ocorrem após críticas públicas de Glêdson Bezerra ao Governo do Estado, cobrando investimentos para o Município. Em resposta, o Executivo estadual informou que a Prefeitura estaria em situação de inadimplência, o que impede o repasse de novos recursos até a regularização fiscal. Sobre o tema, o secretário afirmou que o prefeito pode não ter pleno conhecimento da situação administrativa.
“Já falei com ele várias vezes sobre isso e, nas conversas, percebi que ele talvez não soubesse. Não saber não é crime, mas, quando não se sabe, contrata-se alguém que sabe para assessorá-lo”, disse.
Fernando Santana acrescentou que a falta de organização e articulação pode comprometer a gestão. “O tempo é muito rápido. A gestão atropela de tanto problema que tem. Se não tiver muita organização, muita parceria e muita articulação, o tempo passa, a gestão não anda e o povo fica para trás. É o que está acontecendo em Juazeiro do Norte”, concluiu.