
Não é novidade que o mercado de trabalho passa por transformações importantes, sobretudo com o avanço da tecnologia em todas as profissões. Mas o mercado de energias renováveis tende a abrir muitas oportunidades.
Um estudo do Observatório Nacional da Indústria, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), identificou que, até 2035, pelo menos 16 perfis profissionais devem ganhar relevância até 2035
A análise da CNI foi apresentada na São Paulo Climate Week 2026, evento multissetorial que reúne especialistas para discutir transição justa e qualificação profissional para a economia de baixo carbono.
A amostra aponta que essa transformação da indústria vai além da implementação de novas tecnologias, uma vez que o cenário demanda profissionais com conhecimentos técnicos atualizados, competências focadas em inovação, gestão sustentável, soluções relacionadas à descarbonização, à economia circular, à digitalização e à adaptação climáticas.
As profissões e salários
O jornal O Estado pesquisou a média salarial de sete das 16 profissões citadas no estudo. Na inteligência artificial aplicada à sustentabilidade, segundo a plataforma RH Robert Half, esse profissional poderá ter vencimentos de até R$ 25 mil. A Glassdoor identificou que profissionais com competências em rastreabilidade ambiental e economia circular podem receber de R$ 5 mil a R$ 22 mil.
Já a revista Exame apontou que especialistas em armazenamento de energia e mercados de carbono podem ter salários variáveis de R$ 5 mil a R$ 12 mil. A União para Formação em Educação e Multitecnologias identificou que profissionais capacitados na área de gestão de risco climático podem ter vencimentos próximos de R$ 12 mil.
Os salários mais altos são encontrados em formações voltadas ao hidrogênio de baixo carbono. Segundo a Unisenai Paraná, esses profissionais podem ter salários de até R$ 40 mil, a depender de especializações e posições executivas.
Para o diretor regional do SENAI Ceará, Paulo André Holanda, o Estado está apto para capacitar e absorver essa nova demanda profissional. “Estamos preparados sim, pois estamos com os melhores professores treinados na Alemanha e na China. É um presente que a gente está dando não só para o Estado do Ceará, mas para o país”, afirmou.