
O prefeito de Jardim, Antônio Coutinho (PT), entrou com Agravo de Instrumento junto à Justiça, contestando a decisão do seu afastamento. A defesa questiona a decisão monocrática que, segundo o documento, teria sido tomada sem provas consistentes. O processo, em segredo de Justiça, permanece sem explicações sobre os afastamentos.
Nos bastidores, a informação é que Coutinho teria prorrogado um contrato de uma empresa investigada desde a gestão do ex-prefeito Aniziário Costa (PT). O contrato de aluguel de veículos teria indícios de fraude em licitação, superfaturamento e desvio de recursos públicos. Mas, o caso que mais chama a atenção é o da vice-prefeita Jezika Costa (PSB). Segundo seus advogados, ela não assinou, decidiu ou participou de qualquer decisão ligada à gestão.
Em nota, Jezika reforçou não ter ciência sobre contratos, não ser ordenadora de despesa ou ocupar cargos na gestão. A vice-prefeita não descarta uma denúncia formal ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a decisão. Jezica está rompida com o prefeito Coutinho.
Gestão com dificuldades
E o prefeito interino de Jardim, Jaskejhan Jorge (PT), já enfrenta problemas. Nas redes sociais, acusou boicote dentro da gestão e as dificuldades devem aumentar. Com a vaga deixada na Câmara, assumiu o vereador Toim do Sindicato (PT), aliado do prefeito afastado Antônio Coutinho (PT), a quem Jaskejhan fez oposição.
Mesmo aliado do presidente, Dezão da Lagoa (PDT), o prefeito interino ficou com minoria na Casa e não terá base para decisões importantes. E o primeiro desgaste já pode vir com o pagamento dos servidores. Não há tempo para encaminhar as novas senhas e assinaturas nas contas da gestão. No discurso de posse, Jaskejhan, quando se solidarizou a Coutinho e prometeu muito diálogo, pareceu estender uma bandeira branca. Já previa as dificuldades.