A Samsung abriu a edição de 2026 da Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas, apostando no impacto visual e na sofisticação tecnológica ao apresentar uma televisão com 130 polegadas de diâmetro. Batizado de R95H, o modelo mede 3,3 metros de uma extremidade a outra e reforça a estratégia da gigante sul-coreana de liderar o segmento de telas de grandes dimensões, voltadas a um público de alto poder aquisitivo e a ambientes residenciais ou corporativos especialmente projetados para esse tipo de equipamento.
O preço do novo aparelho ainda não foi divulgado, mas a empresa informou que o início das vendas está previsto para o segundo semestre deste ano. Como referência, a versão de 115 polegadas da mesma linha, já disponível no mercado norte-americano, custa cerca de US$ 30 mil, o equivalente a R$ 163 mil. Para o mercado brasileiro, não há previsão de lançamento do modelo de 130 polegadas, segundo a Samsung.
Atualmente, a maior televisão comercializada no Brasil é a UX Infinity Vision, da chinesa Hisense, com 116 polegadas e aproximadamente três metros de largura. O preço sugerido do aparelho é de R$ 149.999. O modelo mede 2,63 metros de largura por 1,49 metro de altura, tem apenas 4 centímetros de espessura e pesa 102 quilos sem a base, números que ajudam a dimensionar os desafios logísticos envolvidos nesse nicho de mercado.
Nem o equipamento da Samsung nem o da Hisense caberiam em um elevador padrão brasileiro, cuja altura máxima varia de 2,10 metros a 2,40 metros, conforme normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Por isso, a aquisição desse tipo de televisão exige entrega e montagem especializadas, frequentemente com soluções fora do padrão. Um vídeo institucional da Hisense mostra cinco funcionários envolvidos na instalação do modelo UX Infinity Vision, utilizando andaimes e cordas para passar o aparelho pela janela. Em edifícios mais altos, a alternativa pode incluir o içamento do eletroeletrônico pela fachada.
Além do tamanho, a Samsung aposta em inovação tecnológica para diferenciar o R95H. O modelo utiliza tela Micro RGB, considerada a mais recente evolução no segmento, na qual LEDs vermelhos, verdes e azuis substituem os filtros de cor tradicionais. Segundo a fabricante, essa arquitetura permite maior precisão cromática, brilho mais intenso e imagens mais fiéis à realidade. A empresa afirma ainda que o aparelho foi projetado para se parecer menos com uma televisão e mais com “uma vasta janela imersiva”, capaz de ampliar visualmente o ambiente.